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14 de março de 2011



No rescaldo das manifestações do passado dia 12, a única coisa que podemos concluir é que não temos em Portugal uma geração à rasca, mas sim, somos um país à rasca. Isto porque a manifestação não mostrou só a juventude, sem trabalho, ou com trabalhos precários e a recibos verdes, mas também muitas outras gerações, mais velhas, preocupadas com os filhos e o seu futuro, preocupadas com os seus empregos e a redução dos ordenados, indignados com o estado a que isto chegou.
Motivados pelas canções, ou pelo simples cansaço de ver as coisas a piorar dia para dia, foram muitos os que se juntaram à manifestação, mais do que se fazia prever. No meio das frases de luta, apareciam frases contra o governo, exigindo a sua demissão. No facebook já corre um manifesto para demissão do governo e ao que parece pretende-se sair do estado de povo calado para o estado de povo revoltado e em acção.
A isto tudo, o governo responde com mais medidas de austeridade, ou não, porque agora o sector do Golf será premiado com uma descida do IVA de 23% para 6%...sem dúvida uma mostra de que os bens essenciais nunca são prejudicados com estas medidas de austeridade. A prova de que afinal até são bonzinhos! O discernimento para perceber o que é essencial ou não é, o bom do mau é que está um bocadinho afectado, diria até que se calhar já se deve ter perdido há muito. E como estamos na Semana Internacional do Cérebro, resta-me apenas desejar, um cérebro novo para os mais necessitados.


9 de março de 2011


E é no regresso de um período de trabalhos demorados que se obtém finalmente o tal efeito boomerang que é falado em ética, e que consiste no retorno dos nossos actos, e que finalmente estará para breve, esperemos.

Neste período, e que praticamente se baseou em trabalho de programação que finalmente notei que embora ainda não seja a um nível muito avançado mas que deu para notar a liberdade que é possível obter ao fazer o nosso próprio programa.
Aos poucos e poucos deixamos de ter que usar maior parte dos programas disponibilizados na internet que por vezes estão bastante limitados, e começamos a fazer aquilo que queremos, quando queremos e conforme as nossas necessidades.
Embora requeira muita cabecinha e muita lógica, no fim acaba por se tornar bastante gratificante vermos o resultado do nosso trabalho.
E aqui fica um conselho a todos aqueles que têm a possibilidade de estudarem programação, que o façam, e verão que se tornará altamente útil e gratificante.
MB;

7 de março de 2011


Nos últimos dias fui confrontado com diversas situações que me fizeram questionar se, em geral, somos um país de visão curta.
Há cerca de uma semana, no final de um jogo de basquetebol, dei por mim a pensar até que ponto no desporto todos "remam para o mesmo lado". Se é verdade que o desporto é vital na formação dos jovens, não é menos verdade que é preciso cativar estes para a prática desportiva. Mas do que servirá treinadores, pais e dirigentes fazerem um bom "trabalho de captação" se uma "terceira equipa" insiste, por arrogância e sede de protagonismo, desvirtuar um jogo que, pelo respeito recíproco entre as duas equipas em competição, tinha de tudo para ser um chamariz para a modalidade? Será este o caminho para fomentar uma modalidade? Não me parece...
Ainda no desporto, FIFA e UEFA fizeram um ultimato aos "desalinhados" do futebol português. Como é possível compreender que uma minoria desestabilizadora consiga por em causa o trabalho de tantos e tantos apaixonados "pela bola", achando-se detentora de razão (perdida desde o momento em que toda a situação não passa de uma insuportável teimosia)? Aqui, de positivo, só espero que esta história das mil e uma noites  tenha o condão de levar os portugueses a olhar para outras modalidades que com tantos ou menos recursos dignificam o nosso país além-fronteiras, sem necessidade destas quezílias de trazer por casa.
Noutra área, neste caso no Festival da Canção, os portugueses acharam por bem dar a vitória aos "Homens da Luta". Com uma canção cheia de "significado local" numa altura em que o país atravessa dificuldades (esperadas pelos mais atentos ao longo dos anos), a verdade é que foge totalmente do que se pretende competir na Eurovisão. Imagine que não falava português: o que ia ver quando os "Homens da Luta" subissem ao palco seria um conjunto de pessoas trajadas com gosto duvidoso, com uns cartazes que não saberia o seu significado e a entoarem umas notas certas e outras erradas. Seremos assim competitivos na Europa? Também não me parece...
Por último, ontem, num programa de talentos da nossa TV ouvi um jurado aconselhar uma das participantes a não ser tão afirmativa nem a demonstrar tanto a confiança inequívoca que tinha nela mesmo, pois, segundo o mesmo, os portugueses poderiam não votar nela por esses motivos. Coincidência ou não, a verdade é que foi mesmo isso que aconteceu. Coincidência ou não é esta a grande diferença cultural entre nós e os outros países latinos: em Portugal preferimos o "coitadinho" ao "vencedor por mérito próprio". Em Portugal preferimos ouvir uma história de fazer chorar as pedras da calçada em vez de uma história de alguém que atingiu o sucesso confiando em si e nas suas capacidades. Então, se assim é, como queremos ter um país melhor, como queremos ter um país desenvolvido e que se afirme no panorama mundial, se muitas vezes ostracizamos quem por isso faz? Não será tudo, então, um problema de visão curta?...

28 de fevereiro de 2011


No Brasil o Carnaval já começou há muito. Aliás, nem se pode dizer que chegou a terminar, porque mal se limpam as ruas e se acabam os festejos, já se está a pensar no Carnaval do próximo ano. Para além das fantasias e carros alegóricos, há sempre um enorme investimento no corpo escultural que é imperativo nos desfiles. Muita festa, animação, bebida e um esquecimento total da realidade é um pouco do que acontece no Brasil por esta altura do ano.


Por cá, algo parecido acontece…Talvez não preparemos o Carnaval com tanta antecedência, ou cheguemos ao nível de fanatismo dos Brasileiros, mas já importámos muito do que lá fora se faz. Quer faça sol, vento ou chuva, as fantasias são levadas até ao minimalismo, porque o que convém é imitar os Brasileiros e espalhar calor e animação, já que de facto, nós cá não temos muito disso…

Mas não só de importações vivemos. Há Carnavais tradicionais de Portugal, figuras características que muitas vezes valem a pena ser recordadas. Para quem não conhece, apresento os Carretos que no concelho de Macedo de Cavaleiros, por esta altura do ano se passeiam pelas ruas.



Com trajes coloridos, de lã ou linho, máscaras de lata e vários chocalhos à cintura assinalam o fim do Inverno, para dar lugar ao início dos dias quentes e solarengos. Uma outra maneira de diversão, com menos samba, mas igualmente alegre e contagiante para nos alienarmos um pouco da situação atual e nos divertirmos. Porque afinal de contas a vida são dois dias e o Carnaval são três…



Tenham uma boa segunda-feira,

Sofia

22 de fevereiro de 2011


“Geração à Rasca” tem dado pano para mangas nos últimos tempos. Conformismo com a realidade a que se vive? Ou revolta? São as questões que se colocam neste momento. Porque se muitos têm espírito positivo, também há muitos outros, que se conformaram já com a situação atual e continuam em casa dos papás a ver a vida passar-lhes à porta. Se não há trabalho para uns, também não haverá para mim, por isso melhor é ficar aqui quietinho no meu lugarzinho, na minha zona de conforto. Outros têm uma opinião diferente. E prova disso é que já há manifestações marcadas e cada vez mais pessoas a aderir, tudo para contrariar uma tendência, talvez até contrariar a música para mostrarmos que não vamos ficar quietos, que queremos e exigimos um país onde jovens com formação possam trabalhar nas melhores condições. Mas será que isto basta para mudar uma situação que se vem a agravar, condensar cada vez mais? A esta pergunta talvez não saibamos ou possamos responder, mas podemos ter a certeza de que este já é um primeiro passo. E o que custa dar é sempre o primeiro passo…Um passo para afirmar que afinal de contas “Burro, eu não sou”!

19 de fevereiro de 2011


Será que "estou ocupado", "ando ocupado", "estarei ocupado" quer dizer apenas isso mesmo? Ou quererá dizer antes "agora não tenho tempo para ti", "preciso de tempo para mim", "irei tirar umas férias de ti"?
Será o tempo dono do Homem ou o Homem dono do tempo? Não é verdade que somos nós que traçamos o nosso caminho? Se sim, porque insistimos em dizer que estamos "ocupados" em virar à direita ou à esquerda, quando na verdade só não o fazemos porque nos apetece seguir em frente?
Se sim, porque não assumimos de uma vez por todas as nossas escolhas, as nossas decisões? Todos temos direito a escolher, todos temos o dever de escolher por mais difícil que seja essa escolha. Afinal, não é essa decisão que faz de nós bestas ou bestiais? Não é cada caminho traçado, não é cada caminho recusado que faz de nós bons ou maus da fita? Então assuma-se esse poder decisão. Corte-se a saída fácil do "ocupado", opte-se por um "não quero" ou por um "claro que quero". Por muito que possa doer a frontalidade deve ser uma virtude e não um defeito. Se quero saber com o que posso contar, devo também demonstrar com o que podem contar. Talvez se esta pequena coragem fosse "desígnio mundial" não estaríamos na crise de valores em que nos encontramos hoje. Talvez se esta pequena coragem deixasse de o ser e passasse a ser "a atitude habitual" de todos nós, houvesse mais confiança e entre-ajuda e consequentemente um mundo melhor...

15 de fevereiro de 2011


O nosso país realmente caminha para um estado de degradação extremo.

Mais tarde ou mais cedo todos iremos notar esta fase, e mais ainda quando nos for embutido quase automaticamente um contrato a recibos verdes, ou então contratos provisórios renovados a cada 3 anos.

É realmente uma situação embaraçosa e impensável para qualquer cidadão, mas que mesmo assim, a ela não podemos fugir, e temos que ser nós próprios a pegar nas rédeas do nosso país; se estivermos à espera que um sujeito que declara 15m€ por mês e veste fatos importados de 20m€ isto vai ficar sempre a favor dos mesmos.

Mostremos o nosso desagrado.

Se não pegarmos nisto agora a corda vai rebentar mais cedo ou mais tarde…



M´B

1 de fevereiro de 2011



Cá estamos então para mais um tempinho apenas e só dedicado a vocês.
Hoje ao chegar ao meu local de trabalho deparei-me com um cenário de debate, estavamos sentados frente-a-frente com os adversários em que o tema do debate era: Ar Livre vs. Tecnologia.
Como é óbvio eu fiquei do ar livre, e apesar de defender a minha tese e naquela altura não estar de acordo com os adversários, deparei-me no autocarro a pensar nas duas hipóteses, e cheguei à conclusão que a tecnologia neste preciso momento é um vício.
Mas também acho que todas as pessoas que nasceram a partir sensivelmente de 86, foi-lhes embutida uma dose de tecnologia extremamente forte à qual não se consegue resistir.
E depois pensei na minha tese, eu neste preciso momento acho que era capaz de pegar numa toalha, atar à cintura e deitar-me no meio da natureza.
Certamente que não aguentaria mais que um mês, visto eu no meu caso não ter sido feito para isso, mas acho possível viver no dia-a-dia sem qualquer tipo de tecnologia.
Fica aqui um desafio. Deixem durante um dia o telemóvel em casa, tirem o relógio, vão de autocarro para o emprego e quando chegarem a casa jantem e deitem-se sem tocar  em qualquer tipo de tecnologia electrónica.
Depois no dia a seguir acordem 15min mais cedo e consultem a vossa inbox observem o resultado e depois digam alguma coisa……

Boa Semana;
MB.

31 de janeiro de 2011



Os novos talentos da música Portuguesa recriam cada vez mais músicas antigas, sonoridades que já ouvimos noutros tempos, com um toque um pouco mais pop, um tanto ao quanto mais moderno e com mais vida.
É assim que grupos como Deolinda, Virgem Suta, Anaquim, Diabo na Cruz e até os famosos e revolucionários Homens da Luta têm tido sucesso nestes últimos tempos. Retratam o nosso país e os portugueses como caricaturas. Cantam quase para espantar os “males” segundo o ditado de “quem canta seus males espanta”. Recordam-nos o passado e trazem-nos para um futuro, onde cantar em português está na moda. Um futuro onde a música portuguesa pode ser ouvida em qualquer país e é tratada como objeto de grande qualidade. Basta recordarmo-nos do sucesso que o fado atingiu em países estrangeiros, levado pela voz de Mariza ou de Ana Moura, entre muitos outros fadistas. Agora também outro tipo de música é exportado e cada vez com mais sucesso e apoiantes. Muitos são os grupos que se aventuram além fronteiras procurando mostrar que o que aqui se faz também é muito bom, e aqui, temos o exemplo dos Orquestrada e das suas muitas jornadas feitas para a divulgação das suas músicas.
Estas são as novas músicas que vão passando na rádio e que nos têm acompanhado quase todos os dias. Segundo alguns, são recriações típicas de tempos de crise. Músicas que retratam épocas e que pretendem alegrar e dar voz ao que se pensa. E porque não? Porque não dar um pouco mais de voz aos pensamentos? Porque não dar uma oportunidade à música que aqui dentro se faz? Porque não começar a dar valor aos novos talentos? *

Tenham uma boa segunda-feira,
Sofia
*(Texto escrito segundo o novo acordo ortográfico) 

25 de janeiro de 2011


Pois é meus caros, depois de uma semana de pausa, por razões que me ultrapassam completamente o meu raio de resolução, e aqui aproveito para vos pedir desculpas e também e principalmente ao Diogo.
E é com este pedido de desculpas que começamos esta semana o nosso tema que vai descair sobre os lados da psicologia.

Ok, já sei que têm o polegar no ALT e o indicador a caminho do F4 mas esperem para ver o que vai sair daqui, certamente vai despertar a vossa atenção.
Num destes dias a meio de uma aula de Electrónica quando de repente passamos de amplificadores operacionais (também ainda não sei o que são) para o Mourinho.

E sim, foi uma converssa interessante, em que discutimos os actos deste nosso homem, principalmente no seu último acto de grande polémica, que foi o facto de ele ter dito que ia falar em Português quando foi chamado a discursar. Bem isto foi de uma inteligência tão, mas tão grande! Basicamente “deu” um bom par de chapadas a muitas pessoas que andam mundo fora, e fartam-se de ganhar prémios e falam sempre em inglês ou espanhol como devem conhecer alguns.

Sinceramente não tenho e ainda não consegui encontrar palavras para descrever a inteligência deste homem, simplesmente brutal, ele é até castigado por ser inteligente, onde devem lembrar-se certamente do jogo dos cartões amarelos propositadamente provocados, ou de ele estar a festejar golos frente ao banco dos adeversários.

Depois de fazer umas pesquisas e tal, vim a descobrir que este Setubalense tirou também o curso de Psicologia do Desporto, não querendo tirar o seu mérito pessoal, mas certamente que isto o ajudou em muito.
Ele é também perito em aliviar os jogadores de tensão pré-jogo e de irritá-los propositadamente quando necessário, lembro-me agora da situação que ele faz, que é o seu hábito de escolher e divulgar aos jogadores o seu 11 inicial, bem isto automaticamente tira um peso de cima dos jogadores antes do jogo que não é por acaso que ele o faz, e para não bastar chega também a pressioná-los dizendo que se tiverem uma boa prestação no próximo jogo serão titulares, o que motiva ainda mais um jogador.

Vamos agora falar de um outro senhor grande do futebol, que desta vez será mais um presidente, mais concretamente do clube portista.
Este senhor também mostra ter imensso paleio para e quando quer.
Uma das situações que me lembro é de vêr no seguimento das notícias em que consta que o Porto quer tudo que o benfica tem, um jornalista pergunta a Pinto da Costa o que ele quer mais do benfica, ao que ele responde: “Eu do Benfica só quero o Elmano Santos”. (Acho que foi este o árbitro da polémica)
Sim, este senhor é árbitro e pelo que consta na imprensa este senhor é sócio pagante do Benfica.

Bem, isto dito na televisão é de uma inteligência tal, Benfica que andava todo revoltado porque o Porto só queria os seus jogadores, o que é verdade é que depois desta declaração o benfica ficou refundido no seu ninho.
E é com esta conversa que vos deixo por pais uma semaninha. HASTA!

MB

23 de janeiro de 2011


Esta semana a 2ª Visão chegou mais tarde com o intuito claro de poder fazer já um balanço das Presidenciais2011. 
Balanço esse que ao contrário das habituais lenga-lengas partidárias pretende ler de forma objectiva e sem demagogias os resultados apurados.
Sinal da pouca importância que os partidos políticos dão a esta eleição, é o já apontar armas em direcção ao "verdadeiro poder" governativo. Alguns dos vencidos, mais do que proclamarem os méritos do vencedor ou os deméritos dos derrotados, preocuparam-se em colar esta votação ao "descontentamento generalizado" do povo português com o seu Governo. Mas será isto mesmo verdade? Será esta votação sinal claro desse descontentamento? Se sim, porque não eleger antes um candidato que "obviamente demitisse" este Governo assim que os seus poderes o permitissem, em vez de elegerem um candidato que à parte de umas picardias, tem cooperado institucionalmente com o Primeiro-Ministro e seu staff?
Porque se "esquecem" todos os partidos de referir os resultados mais do que positivos da candidatura independente de Fernando Nobre? Será que não lhes interessa admitir que os portugueses estão cada vez mais a divorciar-se dos partidos políticos e a aderir àqueles que lhes merecem respeito por mérito e excelência? Não será este facto muito mais relevante do que a habitual luta entre esquerda e direita? Não será este um factor sociológico merecedor de estudo e reflexão por parte de todos nós? O que aconteceria se nas próximas Legislativas uma candidatura independente ganhasse ainda maior relevância no panorama político português? A quem beneficiaria ou a quem prejudicaria?
São estas as perguntas em que devemos reflectir a partir de hoje...

17 de janeiro de 2011



Vinha eu num comboio de Coimbra para Aveiro, apinhado de gente, quando me apercebo de uma conversa que estava a decorrer dois bancos à minha frente.
Em alto e bom som alguém se queixava da vida miserável que tinha, do emprego horrível, do chefe que é mau, dos transportes públicos que são uma chatice, dos problemas com a mulher, dos parvos e irresponsáveis dos filhos…e esperei um bocado para que se queixasse também do cão. Provavelmente não devia ter.
No fim efectuou uma comparação da vida dele com a vida dos outros, fáceis, simples e alegres…só me lembrei desta música:
“As vidas dos outros são tão simples para mim!” E ficou tudo resumido nesta frase, desta música que não deixou de me sair da mente durante toda a viagem!
Boa semana,
Sofia 

16 de janeiro de 2011



Esta semana ficámos a saber que o submarino, que se tivesse orelhas as tinha a escaldar, afinal já "mete água". Páginas e páginas de jornais depois, sessões e sessões da Assembleia da República depois, eis que o dito cujo murchou (e sim, para os mais marotos estou a falar no submarino). Se alguns alegaram a sua compra com a necessidade de garantir uma boa defesa marítima, eis que o próprio material os veio desmentir, afinal defesa só se for suicida com um submarino que logo à partida se apresenta defeituoso.
Pelo que consta, o aparelho não resiste às águas do Atlântico... Ora essa, que línguas viperinas estas que criticam os senhores que investiram o dinheiro que Portugal (não tem) no material! Afinal, como é que os senhores haviam de saber que o bicho era para ser usado em tal Oceano?! Não teria mais lógica usá-lo no Pacífico ou no Índico? Ups... se calhar não...
E o que dizer daqueles que vêm dizer agora que afinal a deficiência do submarino é uma "questão quase estratégica" pois há que o "testar" enquanto está na garantia?! Senhores leitores, já sabem, quando comprarem um veículo ou um electrodoméstico, risquem-no, espetem-no, estraguem-no enquanto está na garantia, afinal só estaremos a seguir a estratégia nacional!
Sempre se ouviu dizer que "os ratos são os primeiros a abandonar o navio"... 
Agora, eu atrevo-me a refazer este ditado: "os políticos são os primeiros a abandonar o submarino"...

Dc

11 de janeiro de 2011



Mais uma vez cá estamos para um tempinho de, e retoricamente falando: Tertúlia à desgarrada.
Pois é verdade meus caros é como vos digo, hoje vamos virar rapidamente de flanco depois da alegria que nos foi dada ao chegarmos a casa, notícia essa vinda de Zurique, o
nosso treinador de futebol, é o melhor do mundo.
Vamos então fazer um lançamento directo para a grande área de Barcarena onde ultimamente e também nas últimas horas, onde se tem notado uma onda de azar que por aqui passa.
Se por acaso amanhã não conseguirem ver as últimas e habituais notícias de trânsito que costumam passar na última posição da televisão terrestre e em algumas estações de rádio a ela associadas, não estranhem, como já disse tem andado uma vaga de azar por Barcarena que obrigou o helicóptero desta mesma estação a uma aterragem de emergência numa zona de vivendas em Corroios por volta das 09:00h da manha de 2ª-feira.
No desenvolvimento da vaga de azar, temos também a já batida notícia da saída de Júlia Pinheiro das tardes e das noites da TVI; notícia que ainda não foi confirmada publicamente, mas como já se ouviu falar, o público assumiu esta notícia como uma confirmação da troca de lugares das caras das duas estações de televisão mais vistas em Portugal.
Muitas pessoas dizem que esta troca é o início dos resultados da "luta" a que assistimos diariamente na programação televisiva Portuguesa.
E por fim, e para concluirmos esta nossa tertúlia fica a notícia da eleição do mais recente Reality Show das televisões portuguesas, como (passo a citar) "Pior programa de 2010".
Todos estes dados e notícias foram retirados/adquiridos em fontes públicas.
Pois é, e acabamos como começámos, de bolsos vazios. E infelizmente sem resolução para o problema de todos.
Por esta semana ficamos por aqui..e..até p'ra semana!

MB

9 de janeiro de 2011


Numa noite que prometia chuva, Gouveia deu de si, por entre Lendas eTrovas foram sete estranhas formas de vida que ousaram recriar uma festa na Mouraria. E se muitas vezes estamos habituados a que os vampiros da noitesuguem os talentos da casa, desta vez o Barco Negro converteu-se em Cegonha, e a plateia serviu de talismã para o talento de todos estes Fadinhos Serranos.


E se há quem diga que o fado invoca a tristeza, esta esteve longe. Houve tempo para Namoricos de Ritas por entre desfolhadas e Ginjas. Houve tempo para recriar a noite de Lisboa, para cantar Lisboa para igualar Lisboa. 


Talvez por maravilha natural, foram sete os Marujos que nos levaram até aoBairro Alto, viajando numa Fragata Real tal a intensidade produzida  pela comunhão das vozes com as cordas.


E por fim, se dúvidas existissem, garanto-vos que a Gaivota pôde voar descansada, por entre o silêncio do público, sinal maior da arte do Fado, pois tudo aquilo existiu, tudo aquilo se sentiu, tudo aquilo foi Fado...

4 de janeiro de 2011





Antes de mais queria agradecer ao Diogo por me ter disponibilizado um espaço no TCT, que venho iniciar a partir de hoje com o nome de "De olhos vendados"; onde não existem temas predefinidos ou regras a seguir.
Hoje falaremos de tecnologia, amanha de política outras vezes da meteorologia e por aí fora.
No tema de hoje está então a mais recente tecnologia da Duracell.
Como todos já vimos o MyGrid em que (na televisão e teoricamente) basta chegar a casa colocar o aparelho portatil em cima do MyGrid e está feito, mas não é bem assim.
Tecnicamente demoramos o mesmo tempo a colocar o telemóvel no MyGrid do que a colocá-lo na tomada de parede.
Como já pudemos observar ele funciona sem fios na televisão. Mas depois de aberta a caixa vemos que os fios foram subtituídos por pequenos adaptadores de borracha que temos de ligar ao aparelho e só depois inserir o aparelho no MyGrid.

Aqui temos um exemplo do adaptador que faz a vez do habitual transformador.
Podemos ver os contactos metálicos que fazem a ligação do dispositivo de carregamento ao aparelho móvel.

Este aparelho não deixa de ser uma boa compra em termos de espaço e para quem não tem mais de quatro aparelhos móveis ou para quem tem uma familia numerosa, se tal acontecer terão de aprender a jogar tetris com os aparelhos, como já alguém disse por aí na net.         
E como não podia deixar de ser e mesmo depois de a lei contra a publicidade enganosa ter sido aprovada continua a ser-nos atirada areia para os olhos a cada intrevalo das novelas com esta nova publicidade!

MB

3 de janeiro de 2011



Que este ano 2011 seja uma ano Feliz para todos, apesar de…
…ser relembrada a crise todos os dias nos telejornais e um pouco por toda a parte.
…continuarmos a ter maus políticos a afundar o país.
…termos um novo acordo ortográfico ao qual nos teremos que habituar, quer queiramos, quer não.
…a nova música do Pingo Doce nos “lixar” a cabeça tanto como a antiga.
…as pessoas continuarem a ser humanos e a errar.
…o trabalho não correr bem como nós queremos.
…ninguém nos dar razão quando estamos certos.
…sermos os únicos a acreditar.
…haverem sempre muitas pedras no caminho, que não vão deixar de existir só porque nós queremos.
Um Feliz 2011, apesar de tudo.
Um Feliz 2011 com uma grande dose de coragem, determinação, paciência e uma dose muito maior de loucura para nos fazer acreditar que conseguimos mudar os impossíveis e torná-los possíveis!

Sofia

31 de dezembro de 2010


Com o final de 2010, muito se tem especulado acerca do que vão ser os próximos tempos "na vida dos portugueses". Muito se tem falado acerca dos sacrifícios que irão ser necessários, muito se tem insistido nos "tempos difíceis" que se aproximam para as nossas bolsas.
Contudo, convém não esquecer que esta lenga-lenga vem sendo repetida anos e anos seguidos. Convém não esquecer que, apesar de alguns cortes, todos os anos o Estado se mostra despesista e gastador.
Então em que ficamos?
Serão as enchentes dos Centros Comerciais em época natalícia um sinónimo dessa crise? Serão os perdões fiscais aos clubes de futebol sinónimo desses sacrifícios? Ou serão "os loucos de Lisboa que nos fazem duvidar que a Terra gira ao contrário"?
Até quando iremos lamentar-nos pelo que não temos em vez de nos alegrarmos com as nossas conquistas? Até quando iremos insistir num TGV megalómano enquanto fechamos linhas regionais?
Não estará na altura de, olhos nos olhos, termos a coragem de dizer e enfrentar as verdades que este país atravessa?
Acredito que a noite de Passagem de Ano sirva também para cada um de nós reflectir sobre as suas esperanças, desilusões, atitudes e consequências. Espero que, como seres humanos que também são, a nossa classe política não "fuja" desta reflexão e aceite fazer o seu mea-culpa como todos nós devemos fazer.
É por tudo isto que eu vos desejo um Ano de 2011 repleto de sorrisos e que marque uma viragem na forma como olhamos para nós próprios!

Bom Ano

26 de dezembro de 2010



Memórias... e um Até Já!

Foram 54 os Domingos que, ao longo deste ano e quase 4 meses, escrevi neste espaço... algumas vezes com mais vontade, outras sem tanta, alguns bons momentos, outros nem por isso...
Partilhei um bocadinho do que sou com todos vocês e recebi também alguns “feed-backs” vossos dos meus posts...
Com o ano a acabar, mais uma etapa passada, eu também sinto que chegou a hora de me despedir deste meu/nosso espacinho a que dei o nome de “milho, pardais e mais” e onde se falou de tudo e de nada, assim como eu gosto numa boa conversa de amigos.
Como “águas passadas não movem moinhos” e “tristezas não pagam dívidas”, não valerá a pena estar aqui a relembrar o passado deste espaço, apenas dizer-vos que adorei esta oportunidade que me foi dada de ter também um espaço nas vossas leituras e recordar apenas os bons momentos, que os menos bons não preciso!

Um bem haja a todos os que leram os meus posts e, como não gosto de despedidas, não será um adeus, mas sim um ATÉ JÁ!

Boas entradas neste novo ano são os votos sinceros desta “Bichóloga”

22 de dezembro de 2010


Incongruências...

Todos os dias o cidadão anónimo depara-se com incongruências mais ou menos importantes, mais ou menos anedóticas, mais ou menos surreais...
Todos os dias o cidadão anónimo leva com a tão propalada crise na TV, nos jornais, na Internet, mas continua a ver os "grandes" clubes portugueses a deverem milhões à banca. E se fosse o cidadão anónimo a dever tais quantias? Não estaria já preso? E se fosse uma pequena empresa? Não teria já declarado falência? Então porque não acontece o mesmo aos clubes de futebol?
Todos os dias  ouvimos dezenas e dezenas de pessoas queixarem-se que o poder  de compra está a diminuir, mas vamos a um centro comercial e encontramos os parques todos lotados. Então em que ficamos? Se o poder de compra está a diminuir como é possível as transacções via multibanco aumentarem de ano para ano?
Todos os dias ouvimos os políticos a falar em união nacional, em solidariedade, em lutar por objectivos comuns. Mas, todos os dias, os políticos são os primeiros a criar roturas, a "mudar verdades", a olharem cada um por si... Afinal, em que ficamos?
Todos os dias juramos fidelidade aos nossos amigos, todos os dias juramos "estar lá para eles", mas, de quando em vez, falhamos sem razão aparente. Então para quê fazer juras que não se podem cumprir? Ou então porque insistimos em errar, em falhar? Será inato errar, ou apenas desleixo?...